
Almadense , ultra-romântico, revolucionário “cultural” de espírito e actos. António Boieiro escreve poesia e faz música desde sempre (a data certa perde-se, seguramente, na bruma da década de 80).
O primeiro livro, “Suave Negro Hábito”, aguarda ainda publicação, para grande desapontamento do mundo literário em geral. Seguiu-se “Contos da Lua Nova”, já na década de 90, não publicado por opção mas a circular nas mãos de alguns eleitos, e “Esta Doença Que É Escrever”, lançado em 2006 para gáudio de todos em particular e do autor em geral.
“Que O Acordar Seja O Anoitecer” e “Sem Cravo Na Lapela” levaram a poesia de António Boieiro a um público mais amplo. Dois espectáculos em que a poesia piscava o olho ao teatro, com o autor a dar voz aos seus próprios textos sobre o palco, com cenografia e encenação do próprio.
Na música, e antes de ser “recrutado” para In Tempus, Tó (como é mais conhecido nestas lides) aplicou os seus dotes vocais e de letrista a projectos como “O Incesto”, música moderna portuguesa pura e dura, “Poetry Of Shadows”, uma exploração de terrenos mais “góticos” , “Presságio”, uma experiência baseada na voz, guitarra clássica e todo o tipo de percussão e, ainda no activo “The Witness” , electro-industrial alternativo.
Da união destas duas grandes paixões nasce ainda um outro projecto, também ainda em plena ebulição: “Doce Cicuta”, no qual a guitarra portuguesa e a poesia se interligam e complementam em espectáculos de pura alma.
Algures no meio disto tudo e, de certo modo, na sequência lógica da coisa, emerge o seu alter-ego “DJ Goblin”, bem conhecido aos comandos dos leitores de CD’s em espaços como “O Lado Negro do Rio” e “O Culto” e com incursões como convidado na “Caixa Económica Operária” e “Disorder”, entre outros, tanto a solo como enquanto a metade “dark” da dupla de DJ’s “DarkLight Project”.
Declama poesia sempre que pode, tanto em eventos pontuais como semi-regulares. Destacam-se as sessões de “Poesia Vadia” (anteriormente com domicílio fixo num espaço em Cacilhas e que agora procuram novo “poiso”) e as noites de incentivo à poesia, nas quais, e durante alguns meses de 2006, desafiava semanalmente os incautos que se encontrassem no espaço a descobrir não só o prazer de ouvir mas também de dizer poesia.
Actualmente dedica-se também á declamação de improviso “spoken-word”tendo gravado poemas de improviso no disco “Poetas e vozes de Almada” e sendo uma das suas principais funções com membro de In Tempus.